sexta-feira, 18 de julho de 2014

Agente penitenciário é morto após reagir e ferir um dos assaltantes

Agente penitenciário foi morto depois de reagir a assalto no Rio de janeiro

agente penitenciário assassinado no rj

O agente penitenciário Altair da Costa Paes Filho, de 56 anos, foi morto a tiros depois de reagir um assalto, na tarde desta quinta-feira, na Praça de Parada Morabi, bairro de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.
De acordo com informações da polícia o agente penitenciário chegou a ser levado ao Hospital Adão Pereira Nunes, porém não resistiu aos ferimentos.Testemunhas relataram que Altair foi abordado por dois criminosos. Um deles também teria sido baleado pelo agente, mas mesmo assim a dupla conseguiu fugir do local após roubar um caminhão. As investigações sobre o caso ficarão a cargo da Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense. Altair trabalhava no Departamento Geral de Ações Sócio Educativas (Degase).






sábado, 12 de julho de 2014

Agente penitenciário da Paraíba é nomeado para ocupar segundo maior posto do sistema penitenciário do Estado

Agente penitenciário da Paraíba substitui Tenente-Coronel e assume gerência executiva da GESIPE

O agente penitenciário Jardson Fonseca da Silva Bezerra foi nomeado neste sábado 02 de julho de 2014 novo gerente executivo do sistema penitenciário da Paraíba, em substituição ao Tenente-Coronel Arnaldo Sobrinho. O cargo, agora ocupado pelo agente penitenciário é segundo maior posto da estrutura da GESIPE, ficando  subordinado hierarquicamente apenas ao Secretário Walber Virgolino. 

Nomeação de agente penitenciário considerada inédita na Paraíba

agente penitenciário substitui tenente-coronel na paraíba
Jardson é funcionário de carreira do quadro e ingressou no sistema prisional através do concurso público de 2009. Até então, ele era diretor titular da Penitenciária Regional de Patos. É a primeira vez no estado da Paraíba que a Gerência Executiva do sistema prisional paraibano passa a ser comandada por um agente penitenciário.
O secretário da pasta, WallberVirgolino, considera a nomeação um avanço para a categoria. “Antes de tudo porque Jardson é um profissional competente e compromissado com o sistema penitenciário. É claro que nós temos outros excelentes nomes para assumir tal função, mas como só podemos nomear um, chegamos à conclusão de que Jardson é quem melhor preenche os requisitos no momento”, disse Wallber.
Na hierarquia da Seap, o gerente-executivo é a segunda pessoa, depois do secretário, a dar as coordenadas das ações que são realizadas no setor. A nomeação de um agente penitenciário do posto era uma das principais reivindicações da categoria, devido à importância do cargo. “Estamos atendendo tudo o que está dentro das nossas possibilidades. Hoje, quase todas as unidades prisionais do estado são dirigidas pelos próprios agentes, o que é de grande importância para a categoria”, reforçou Virgolino.
O novo gerente da Gesipe agradeceu pela confiança da indicação e disse que vai se empenhar ao máximo, para dar continuidade às ações gerenciadas pelo tenente-coronel Arnaldo. “Aprendemos e ganhamos muito com ele. Agora, é encarar o desafio e contar com a colaboração de todos os amigos. Certamente, não será uma tarefa fácil, porém sempre foi um desejo de toda a categoria”, declarou Jardson.
Fonte: Paraíba.com.br

terça-feira, 8 de julho de 2014

agente penitenciário foi atacado por um detento em presídio de Sergipe

Agente penitenciário é atacado por detento no Compecan e diretor nega princípio de rebelião


O agente penitenciário Francisco Vieira teve a mão perfurada e um ferimento nas costas no final da manhã desta segunda-feira, 7 por um detento da Ala B, Pavilhão 3 do Complexo Penitenciário Carvalho Neto (Compecan), em São Cristóvão. O diretor do presídio, Alexandre Iglesias, descartou a possibilidade de princípio de rebelião ou a de que o agente fosse feito refém.
Na porta do presídio, a informação é de que o detento teria ferido o agente com chucho e tentado fazê-lo de refém, apesar de neste pavilhão não estar acontecendo visitas nesta segunda-feira. Francisco Vieira é dotado de Capacitação em Habilidade Especiais na Gerência Penitenciária de Operações Especiais (Gpoe) em 2009, no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, tendo conseguido se livrar do detento. Após a sirene ter disparado, outros agentes correram para o pavilhão e liberaram o colega. Há quem acredite que se fosse um dos mais antigos, a situação poderia ter sido pior.
Entrada do Compecan (Fotos: Portal Infonet)
O Sindicato dos Agentes Penitenciários e Servidores da Secretaria de Estado da Justiça de Sergipe (Sindpen) já está dando suporte ao trabalhador ferido no Compecan. “O Sindipen está prestando juntamente com a assessoria jurídica, todo o auxílio devido ao agente Francisco Vieira, sofreu um atentado no Copemcan para ser feito refém”, destaca o vice-presidente do sindicato, Marcelo Soares.
Presídio
A equipe do Portal Infonet esteve no Presídio de São Cristóvão e conversou com o diretor Alesxandre Iglesias, que garantiu ter sido apenas um incidente.
“Não houve nada de princípio de rebelião ou de tentativa de fazer agente penitenciário de refém ou qualquer outra pessoa. Foi um incidente de envolvimento isolado entre o agente e o preso. Não houve um plano, um intento coletivo de fazer ninguém de refém. Entendo que este é um momento em que a categoria passa por conta da discussão de reajuste com o Governo e quero dizer que eu como diretor, por mais técnico que possa me reportar, vai ter uma conotação política. Mas de antemão lhe asseguro que não houve nenhuma tentativa de rebelião. Se tivesse, jamais teríamos liberado a visita para o Pavilhão A”, destaca Alexandre Iglesias acrescentando não saber precisar com que objeto o agente foi ferido.
Alexandre Iglesias, diretor do Compecan
Presídio abriga 2.300 presos, mas a capacidade é para 800
Na assessoria de Comunicação da Secretaria de Justiça, a informação é de que “o agente foi ferido na mão e nas costas e não sabemos a motivação. Outro foi chegando e interveio puxando uma arma, mas não chegou a disparar, pois o detento foi contido e está tudo tranqüilo. O agente foi atendido na unidade e voltou a desenvolver as atividades normalmente”.
O Compecan abriga 2.300 presos, mas a capacidade é para 800.
“Essa é uma situação de todo o sistema prisional, o que compromete os serviços prestados. Com a inauguração do novo presídio de Estância, haverá uma melhora”, completa o diretor do Compecan.
Por Aldaci de Souza
A matéria foi alterada às 17h51 para alteração de informação.
Fonte: http://www.infonet.com.br/

domingo, 6 de julho de 2014

Observatório da Cidadania realiza cadastramento de servidores no Complexo penitenciário da Mata Escura



Na próxima segunda-feira, 07 de julho de 2014, o Observatório da Cidadania realiza cadastramento de novos associados, a partir das 08:00 horas nas unidades Penitenciária Lemos Brito (PLB), Centro de observação penal (COP) e Cadeia pública de Salvador (CP) no Complexo penitenciário da mata escura. Para realizar o cadastro basta apenas que o servidor informe nome, email, data de nascimento, telefone e unidade de lotação na ficha de inscrição. A associação ao OBCI/NDSP ocorrerá de livre vontade do servidor penitenciário sem nenhum custo, cobrança de taxa ou mensalidade. A princípio, o OBCI/NDSP, trará benefícios direcionados  a preservação dos direitos, cursos, palestras, solidariedade e orientação jurídica.


quarta-feira, 2 de julho de 2014

Agente penitenciário morre com suspeita de ter cometido suicídio

Alguns agentes penitenciários que se dirigiram ao local do crime não acreditam na hipótese de suicídio

agente penitenciário morre em ro



 O Agente Penitenciário Alex Martinelli, 27 anos, foi encontrado morto dentro de seu apartamento no início da noite desta terça feira (01), localizado na Rua Santos Dumont no Bairro Novo Cacoal na cidade de Cacoal – RO.
 
   
O corpo foi encontrado pelo irmão que sentiu falta de Alex desde a noite da ultima segunda feira (30), e resolveu ir até seu apartamento para averiguar o que estava acontecendo e deparou-se com a porta trancada resolvendo arromba-la. Momento em que encontrou Alex caído ao solo com uma perfuração feito a bala dentro da boca e uma pistola que pertencia ao agente caída junto ao corpo. 
   
 
A Perícia Técnica foi acionada e compareceu ao local e trabalha inicialmente na hipótese de suicídio. Entretanto Policiais Civis da 1º Delegacia de Cacoal compareceram ao local e já deram início as investigações. 
 
   
Após os trabalhos de praxe, o corpo de Alex Martinelli foi removido para a Funerária Paraíso e deverá ser traslado para Ji-Paraná, onde o agente residiu e trabalhou por vários anos.

Fonte: rondoniadinamica.com

domingo, 22 de junho de 2014

Subcomissão de Segurança pública e defesa civil notifica a SEAP/BA sob existência do Núcleo de defesa dos direitos humanos dos servidores penitenciários da Bahia



A SEAP, Secretaria de administração penitenciária e Ressocialização da Bahia, sob a responsabilidade da Superintendência de Gestão prisional, foi notificada a respeito da existência do Núcleo de defesa dos direitos humanos dos servidores penitenciários, dentro da estrutura da ong Observatório da Cidadania. A criação do OBCI/NDSP vem corrigir uma antiga inversão de valores, havia instituições de defesa dos direitos humanos de todos os seguimentos sociais, inclusive para presos. Agora os servidores penitenciários terão um núcleo específico para amparará-los nas ocasiões em que houver cerceamento dos seus direitos pelo poder público. Além desta finalidade, o NDSP atuará na promoção de cursos e especialização para a categoria.
Segundo o Coordenador do NDSP, Daniel Oliveira, agente penitenciário lotado na Colônia penal Lafaiete Coutinho, a idéia da criação do Núcleo nasceu após o episódio da prisão ilegal e arbitrária de dois companheiros da PLB, os agentes Ranulfo e Jorge Freitas. Estes honrados companheiros tiveram seus direitos constitucionais usurpados pelo atual governo do Estado da Bahia. Ainda, de acordo com o Servidor Daniel Oliveira, alguns colegas foram responsáveis pela realização desta conquista. São eles: Maria Aparecida Silveira (PLB), João Batista do Nascimento (Cadeia pública), Pedro Ribeiro (CLC), Eduardo de jesus (CLC), Sandoval Bispo (ex-agente penitenciário), Cleusa Melo (aposentada), dentre outros.

Atenção Servidores: DIA 30/06/2014, VISITA DO NDSP ÀS UNIDADES DO COMPLEXO PARA CADASTRAMENTO DOS SERVIDORES. AGUARDEM!!!!

sábado, 21 de junho de 2014

Agente penitenciário conta a rotina em SP: "Sempre penso se vou voltar inteiro para casa"

Lidar com detentos durante 12 horas por dia é um elemento transformador para todo aquele que se dispõe a abraçar a vida de agente penitenciário em São Paulo. Quem diz isso é Alberto (nome fictício), que dá expediente das 7h às 19h na Penitenciária de Presidente Prudente, no interior paulista. Ele é um dos agentes que cruzaram os braços nesta segunda-feira (10), quando teve início a greve da categoria, convocada pelo Sindicato dos Agentes de Segurança Penitenciária do Estado de São Paulo (Sindasp).
A rotina diária é pesada não apenas para o agente, mas também para os familiares e amigos. Entre o temor da exposição da atividade profissional fora das cadeias e a sensação de abandono por parte dos governos, o servidor do sistema penitenciário se vê às voltas com o maior dos medos: o de perder a vida. É o que rege o pensamento de Alberto, que pediu para o seu nome ser preservado por temer represálias, quando sai de casa para ir trabalhar.
“A primeira coisa que passa é se eu vou voltar, para a minha esposa e para a minha filha. Sempre penso nisso, se vou voltar inteiro e bem. É muito tenso porque todas as unidades estão superlotadas. Quando termina o meu turno, penso que mais um dia foi vencido e graças a Deus estou vivo. É essa a sensação”.
De acordo com Daniel Grandolfo, presidente do Sindasp, todos os 158 presídios paulistas estão superlotados. Em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo, Grandolfo disse nesta segunda-feira que, com a greve, 15 mil agentes penitenciários do Estado – número que corresponde a 50% do total de servidores carcerários de SP – cruzaram os braços, paralisando as atividades em 60 presídios. A categoria tem o reajuste salarial de 20% e alterações nas promoções como suas principais demandas ao governo de Geraldo Alckmin.
Alberto admite que, como já apontaram familiares, ele mudou desde que se tornou agente penitenciário, há pouco mais de dez anos. Ele diz que, diante das atuais condições de trabalho, o servidor da área “é tão esquecido pela sociedade e pelos governos quanto o preso”. Tal fato leva à construção de uma pessoa “sofrida, dura e fria”, mais propensa a justificar às queixas constantes feitas por familiares de detentos, que acusam agentes penitenciários de situações vexatórias, como as chamadas revistas íntimas.
A greve em São Paulo não tem prazo para terminar, segundo o sindicato da categoria. O mesmo, na visão de Alberto, vale para a perspectiva de melhora das condições de trabalho para os agentes penitenciários a curto e médio prazo. Ele não acredita que se verá livre de, por exemplo, entrar todos os dias em celas com 50 presos – cuja capacidade máxima não ultrapassa 12 –, por vezes sozinho. Tal situação o coloca como “um pré-refém”, segundo palavras dele mesmo. Ou ainda escapar dos perigos durante as escoltas fora do presídio (“não temos nem comunicadores”), quando dentro dele a prometida automatização avança a passos lentos. Com base em dados do Sindasp, apenas seis dos 158 presídios paulistas já apresentam algum tipo de automação.
“Com a automatização, o agente penitenciário não precisaria entrar no pavilhão, com 500 presos ao redor dele, para abrir as celas. Ficaria difícil o preso pegar um agente como refém, até porque não existe rebelião sem refém. Então, hoje, em 154 prisões (do Estado de SP), os presos fazem rebelião quando eles quiserem. Na hora que o agente entrar no pavilhão, ele (detento) pede a chave e pronto, começa a rebelião”, diz, sem esconder o constrangimento.
Por experiência na profissão, Alberto sugere o fim das visitas como são feitas hoje como alternativa ao fim da entrada de celulares, drogas e outros objetos ilícitos nas cadeias brasileiras. Não que ele espere que isso um dia vire realidade. A mesma descrença vale para o que ele chama de “confusão” quando o assunto é a ressocialização dos detentos.
“Existe uma confusão muito grande com a função do agente penitenciário. Os governos do Brasil possuem um entendimento de que o agente é responsável pela ressocialização do preso, e o agente na verdade precisa fazer a segurança da unidade. Ou seja, querem que ele, agente, faça as duas coisas. Isso é impossível, essa distorção é o que traz mais malefícios para a sociedade, essa má compreensão da atividade. Ou se faz uma coisa ou outra. Hoje ele dá um tapa nas costas do preso, ajuda na ressocialização, e amanhã ele revista o preso, tira a droga dele, faz blitz nas celas, é impossível. Precisa de pessoas capacitadas para um trabalho desses, que é muito pesado e duro, que deve ser feito por psicólogos e agentes sociais”, conclui.